terça-feira, 30 de junho de 2009

Dicionário de Biologia


A

Abiogênese: teoria que admite que os seres vivos se originam da matéria bruta, espontânea e rapidamente.

Abomaso: também chamado de coagulador, tem estrutura característica e é a única das quatro porções do estômago dos ruminantes dotada de glândulas secretoras de enzimas digestivas.

Acetabulária: alga marinha verde, unicelular, chegando a medir 3 cm de altura.

Acelomados: qualificação dos animais que não desenvolvem o celoma durante a formação embrionária. Assim, o corpo do animal mostra-se maciço, sem celoma ou cavidade geral.

Acetil coenzima A: intermediário de alta energia no metabolismo de moléculas utilizadas como fonte de energia.

Acetilcolina: substância que age como mediador químico ao nível das sinapses nervosas do sistema parassimpático e dos nervos do sistema da vida de relação, inclusive nas placas motoras.

Ácido indolacético: composto que desempenha papel no estímulo mitótico e no alongamento celular para o crescimento orientado das plantas.

Ácido úrico: produto nitrogenado, presente na excreção dos répteis e aves.

Acrossomo: porção apical do espermatozóide; contém enzimas que digerem parte do envoltório do óvulo, permitindo a fecundação.

ACTH: hormônio produzido pelo lobo anterior da hipófise, que atua sobre o córtex das supra-renais, estimulando-as a produzir corticosteróides.

Actina: proteína relacionada com o movimento celular.

Adrenalina: hormônio produzido pela porção medular das supra-renais; prepara o organismo para reações de defesa ou ataque.

Aeróbico: diz-se do organismo que exige a presença de oxigênio para respirar.

Ágar: substância gelatinosa, de natureza glicídica, semelhante a uma cola, usada como laxante; tem emprego em bacteriologia, como meio de cultura para inúmeros germes.

AIDS: síndrome de imunodeficiência adquirida, doença provocada por um vírus (HIV), que ataca o sistema de defesa do organismo.

Alécito: óvulo dos mamíferos placentários.

Alelo: cada um dos genes situados no mesmo locus gênico.

Ambulacral: sistema característico dos equinodermos, cuja principal função é a locomoção.

Amebíase: doença do trato digestivo provocada pela atividade de amebas no intestino.

Amebócito: célula amebóide presente nos poríferos.

Ametábolo: termo aplicado aos insetos que não sofrem metamorfose durante seu ciclo vital.

Âmnio: anexo embrionário dos mamíferos, aves e répteis, que se mostra como uma bolsa cheia de líquido, envolvendo o embrião e protegendo-o contra traumas e fatores físicos e biológicos provenientes do meio ambiente.

Amônia: excreta nitrogenado extremamente tóxico. Devido à sua toxicidade, precisa ser rapidamente eliminado do corpo do animal ou convertido em produto menos tóxico.

Anabolismo: processo químico de construção da matéria viva, que se passa no organismo a nível celular.

Androceu: é o conjunto de elementos masculinos, os estames, da flor das angiospermas.

Andropausa: cessação da atividade sexual no homem.

Anelídeo: animal triblástico, celomado, segmentado, aquático ou terrestre.

Anemia: estado mórbido em que ocorre a diminuição do volume circulatório sangüíneo em face de uma acentuada perda de sangue (hipovolemia) ou, então, a diminuição do número de eritrócitos por unidade de volume sangüíneo.

Aneuploidia: alteração numérica de um ou alguns cromossomos do genoma.

Anfíbios: classe de vertebrados cujos representantes apresentam formas larvais aquáticas e formas adultas terrestres.

Anfimixia: fusão dos núcleos do óvulo e do espermatozóide para formar o núcleo do zigoto.

Anfioxo: animal cordado, invertebrado, pertencente a classe dos cefalocordados.

Angiosperma: classe da divisão das traqueófitas caracterizada por apresentar ovário na flor.

Anisogamia: forma de reprodução sexuada para a qual concorrem gametas que revelam alguma desigualdade entre si, quer seja na forma, no tamanho ou no comportamento.

Anorexia: falta de apetite.Pode ocorrer espontaneamente ou ser induzida por drogas.

Anticódon: seqüência de três nucleotídeos no RNAt, complementar do códon do RNAm.

Anticorpo: substância protéica produzida pelos linfócitos que ataca e destrói substâncias ou microorganismos estranhos ao corpo.

Antígeno: qualquer substância que,. introduzida no corpo, provoca uma reação de defesa, com produção de anticorpos.

Antocianina: pigmento comum nos vegetais, que pode manifestar vários tons de roxo-avermelhado e roxo-azulado, conforme o pH da célula.

Antozoários: classe dos celenterados.

Aquênio: fruto seco, indeiscente, dotado de semente única, que se desenvolve sobre um receptáculo carnoso e comestível, erradamente considerado como o fruto.

Aracnídeos: classe de artrópodes, cujos representantes apresentam corpo dividido em cefalotórax e abdome, têm quatro pares de patas e não possuem antenas.

Aracnóide: membrana fibrosa que se dispõe entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, que une este folheto à pia-máter.

Arquêntero: cavidade presente na gástrula, que corresponde à futura cavidade digestiva.

Artrópode: filo que reúne animais triblásticos, celomados, segmentados, com apêndices articulados; vivem em ambientes aquáticos ou terrestres.

Asquelminto: filo que reúne animais triblásticos, pseudocelomados, dotados de um tubo digestivo reto e completo.

Áster: feixe de microfibrilas protéicas, que convergem em direção aos centríolos.

Autofagia: propriedade geral das células eucarióticas relacionada com a renovação dos componentes celulares.

Autossomos: cromossomos responsáveis pelas características somáticas.

Autótrofo: ser vivo que fabrica o próprio alimento.

Auxina: hormônio vegetal que promove o crescimento celular, participando dos tropismos dos caules e raízes.


B

Baga: fruto carnoso, de pericarpo abundante, túrgido, macio e, na maioria das vezes, comestível, como a laranja, o abacate e a uva.

Bento: conjunto de seres do bioma aquático que vivem em relação com o fundo submerso.

Biocenose: é sinônimo de comunidade ecológica.

Biogênese: teoria que admite que os seres vivos somente se originam pela reprodução de outros seres vivos.

Biosfera: conjunto formado por todos os ecossistemas da Terra. Constitui a porção do planeta habitada por seres vivos.

Biótopo: significa o lugar em que a comunidade vive.

Blastocele: cavidade da blástula.

Blastômero: cada uma das primeiras células do embrião.

Blastóporo: abertura que comunica o arquêntero do embrião com o meio externo.

Braquifalangia: dedos curtos. Sinônimo de braquidactilia.

Briófita: planta avascular, cormófita, criptógama e terrestre (predominantemente).


C

Caatinga: formação vegetal típica da região Nordeste.

Caloria: quantidade de calor necessário para aquecer 1 g de água de 14,5ºC a 15,5ºC.

Cariocinese: divisão nuclear que ocorre durante a divisão celular de células eucariontes.

Cariopse: fruto seco indeiscente, minúsculo, que se desenvolve em infrutescências do tipo espiga, como o milho, o arroz e o trigo.

Carioteca: envoltório nuclear, membrana dupla que circunda o nucleoplasma e o material genético.

Cariótipo: conjunto de cromossomos característico de uma determinada espécie.

Carpelo: megaesporófilo das angiospermas.

Catabolismo: segunda fase do metabolismo (posterior ao anabolismo), que consiste em sucessivas reações enzimáticas de oxidação da matéria anteriormente assimilada, visando a liberação da matéria anteriormente assimilada.

Cefalópodes: classe de moluscos a que pertencem o polvo e a lula.

Celenterados: filo a que pertencem, entre outros, a hidra, as medusas e as anêmonas-do-mar.

Celoma: cavidade interna do corpo de certos animais totalmente revestida por mesoderme.

Célula: unidade morfofisiológica dos seres vivos.

Celulose: polissacarídeo produzido pelas células vegetais, que forma a parede celular.

Cenócito: massa citoplasmática multinucleada.

Centrômero: região do cromossomo que se liga às fibras do fuso acromático da divisão celular.

Centrossomo: orgânulo citoplasmático importante na orientação dos cromossomos para os pólos da célula durante o processo mitótico.

Cercária: estágio larvário dos vermes trematódios que parasita o molusco hospedeiro intermediário até matá-lo, passando depois à água, à espera do hospedeiro definitivo.

Cestóide: classe de platelmintos a que pertencem as tênias.

Cianófita: organismo unicelular, procarionte, autótrofo fotossintetizante.

Ciclose: movimento de circulação promovido pelo citoplasma, em células vegetais, ao redor de grandes vacúolos de suco celular.

Ciclóstomo: classe dos vertebrados cujos representantes têm boca circular.

Cifozoário: classe de celenterados a que pertencem as águas-vivas.

Cisto: O mesmo que quisto; todo e qualquer tumor vesiculoso, com formato de saco e de conteúdo líquido ou semilíquido. Forma de resistência dos protozoários, adquirida em face de condições adversas do ambiente ou para a reprodução.

Citocinese: processo de clivagem e separação do citoplasma; o estágio final da mitose.

Ciófita: designação comum dada às plantas que medram em lugares sombrios.

Cístron: unidade do DNA, que corresponde à menor porção do mesmo capaz de codificar uma cadeia polipeptídica completa.

Citocromos: enzimas aceptoras de elétrons, que contêm ferro.

Clásper: órgão copulador observado nos machos, entre peixes condrícities, em forma de duas pequenas aletas derivadas da nadadeira ventral.

Cleistogamia: forma de autofecundação em plantas, por polinização direta, na flor ainda fechada antes de desabrochar. Ocorre em algumas flores hermafroditas.

Clasmocitose: processo pelo qual certas células eliminam os resíduos resultantes do metabolismo.

Clitelo: região do corpo da minhoca que produz muco e onde se abre o poro genital feminino.

Clivagem: divisão celular. Divisões do zigoto, quando vão originar os blastômeros.

Cloaca: bolsa localizada na extremidade posterior do corpo de alguns animais, onde se abrem o ânus, o por excretor e o genital.

Cnidário: vide celenterados.

Cnidoblasto: célula de defesa encontrada na epiderme dos cnidários contendo uma pequena cápsula - o nematocisto -, com um filamento distensível inoculador de substância irritante.

Clorófita: algas verdes.

Coacervado: grumo formado quando proteínas são dissolvidas em água.

Coanas: aberturas de comunicação das narinas com a cavidade bucal.

Código genético: informação genética contida nos genes.

Códon: seqüência de três nucleotídeos do RNAm, que codifica um determinado tipo de aminoácido.

Colágeno: proteínas mais abundante nos mamíferos, serve de base para a fabricação de colas.

Colênquima: tecido vegetal vivo, constituído de células cujas paredes, puramente celulósicas, são fortemente espessadas, mas não de maneira uniforme. Sua função é de sustentação da planta.

Comensalismo: relação ecológica interespecífica harmônica na qual apenas uma espécie é beneficiada, sem prejuízo para a outra espécie associada.

Condríctios: peixes cartilaginosos.

Conjugação: forma de reprodução sexuada em que as células se tocam e realizam a troca de material genético, após o que se tornam aptas para divisões diretas.

Cordados: animais com notocorda na fase embrionária.

Córnea: membrana transparente que recobre a parte anterior do globo ocular.

Corpúsculo residual: vacúolo formado quando a digestão de substâncias estranhas é incompleta.

Criptógama: planta que não produz flor.

Cristalino: estrutura transparente, em forma de lente biconvexa, que deixa passar a luz.

Cromátide: cada um dos dois filamentos cromossômicos que se mantêm unidos pelo centrômero, após a dupliação cromossômica.

Cromatina: material filamentoso, muito corável, presente no interior da célula.

Cromatóforos: células pigmentadas existentes na derme de certos animais.

Cromômero: cada um dos grânulos que se coram mais intensamente ao longo dos cromossomos.

Cromonema: filamento de cromatina antes de ser denominado cromossomo.

Cromoplasto: plasto com pigmento.

Crustáceos: classe de artrópodes à qual pertencem o camarão, a lagosta, entre outros.


D

Deiscência: abertura espontânea dos frutos secos ou de uma antera, para dar liberdade às sementes ou aos grãos de pólen, respectivamente.

Dendritos: ramificações curtas e numerosíssimas, arborescentes, de condução centrípeta dos neurônios.

Deplasmólise: volta de uma célula plasmolisada à situação normal.

Deuterostômios: animais em que a boca do adulto não é a mesma do estágio gastrular, mas sim uma nova formação.

Diacinese: última subfase da prófase I da meiose.

Dicariótica: aplica-se para as células com dois núcleos.

Diatomáceas: algas da Divisão Chrysophyta, ricas em caroteno e xantofilas. São unicelulares, providas de um envoltório silicoso. Consideradas algas inferiores, como as pirrófitas e euglenófitas, ficam enquadradas, juntamente com os protozoários, no Reino Protista.

Diencéfalo: parte posterior do prosencéfalo, composta de tálamo, hipotálamo e epitálamo.

Difteria: moléstia infecto-contagiosa provocada pelo Corynebacterium diphteriae ou bacilo de Klebs-Löffler, que ataca as mucosas da faringe e da laringe, provocando a formação de placas fibrinosas brancas aderidas ao tecido.

Dipnóicos: designação dos peixes pulmonados, isto é, peixes ósseos portadores de bexiga natatória adaptada à função de respiração aérea.

Dióica: diz-se das espécies em que os indivíduos são unissexuados.

Diplóide: célula que apresenta pares de cromossomos homólogos.

Diplossomo: a dupla de centríolos em cada pólo das células animais.

Diplóteno: subfase da prófase I da meiose.

Dormência: estado de atividade suspensa.

Down, síndrome: alteração autossômica caracterizada pela presença de três cromossomos número 21 no cariótipo (trissomia do 21), retardo mental e malformações múltiplas das características faciais e do sistema nervos central.

Drupa: fruto carnoso com uma só semente.

Dura-máter: meninge mais externa, fibrosa, adjacente ao tecido ósseo, que envolve as duas outras meninges - a aracnóide a a pia-máter.


E

Eclâmpsia: síndrome grave resultante de profundo grau de toxemia gravídica, caracterizada por acentuada hipertensão arterial, edemas generalizados, comprometimento renal e desordens neurológicas, com convulsões clônico-tônicas, inconsciência e coma. Freqüentemente leva à morte.

Ecobiose: complexo de relações que se passam entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem.

Ecologia: ramo da ciência que estuda as interações entre os seres vivos e o meio em que vivem.

Ecótono: região de transição entre dois ecossistemas diferentes.

Ectoplasma: camada mais externa do citoplasma, logo abaixo da membrana, quase não revelando organelas.

Edema: derrame de líquido nos tecidos proveniente do sangue, provocando turgor e aumento de volumes locais.

Elastina: proteína integrante da estrutura de fibras elásticas, nos tecidos conjuntivos.

Elefantíase: enfermidade crônica provocada pela localização de vermes nematóides da espécie Wuchereria bancrofti no interior dos vasos linfáticos, ocasionando a obstrução à passagem da linfa, que transuda para os tecidos circuvizinhos. Isso determina o aparecimento progressivo de um edema de enormes proporções. Geralmente, atinge os membros inferiores, bolsa escrotal, mamas e, menos comumente, os membros superiores. A transmissão dos embriões é feita pelo mosquito Culex pipiens.

Embolia: obstrução brusca de um vaso, geralmente de pequeno calibre, por coágulo, bolha gasosa ou de óleo.

Embriogênese: processo de multiplicação e diferenciação celular que forma um embrião.

Endemia: doença sempre presente em uma população.

Endocitose: termo empregado para designar fenômenos relacionados ao envolvimento e ingestão de diversas substâncias pela membrana celular.

Endomembranas: membranas internas que correspondem ao retículo endoplasmático.

Endométrio: mucosa uterina.

Endosperma: tecido presente na semente, cuja função é nutrir o embrião das fanerógamas.

Enzima: designação geral das proteínas que atuam como catalisadores de reações químicas.

Epicarpo: a parte mais externa do pericarpo e que corresponde à casca dos frutos.

Epidemia: aparecimento de doença que se espalha rapidamente, atingindo grande número de indivíduos de uma população.

Epifitismo: forma de relação harmônica unilateral interespecífica das plantas que se desenvolvem sobre outras sem prejudicá-las.

Equinodermo: filo animal ao qual pertencem, entre outros, a estrela-do-mar e o ouriço-do-mar.

Equinóide: classe de equinodermos a que pertence o ouriço-do-mar.

Epifitismo: forma de relação harmônica unilateral interespecífica das plantas que se desenvolvem sobre outras sem prejudicá-las.

Ergastoplasma: retículo endoplasmático associado a ribossomos.

Eritroblastose fetal: anormalidade sangüínea em que ocorre descarga de eritroblastos no sangue circulante para compensar a perda de hemácias ou eritrócitos normais por hemólise conseqüente à incompatibilidade do fator Rh.

Esclerênquima: tecido vegetal de sustentação, formado por células alongadas e mortas.

Esclerócitos: o mesmo que escleritos ou células pétreas.

Especiação: conjunto de etapas que culminam com a formação de espécies novas, a partir de uma população de ancestrais comuns.

Espermateca: lugar no corpo de certas fêmeas onde ficam alojados os espermatozóides recebidos dos machos durante o acasalamento.

Esporo: célula haplóide capaz de se desenvolver e produzir um novo organismo.

Esporófito: fase diplóide da planta, que forma esporos através da meiose.

Esteróides: grupo de compostos de natureza lipídica formados pela combinação estérica de ácidos graxos com um álcool de cadeia fechada. Compreendem os hormônios do córtex das glândulas supra-renais, como a cortisona e a hidrocortisona, bem como os hormônios sexuais (adrosterona, testosterona, estradiol, progesterona...).

Estroma: matriz do cloroplasto.

Eucarionte: organismo uni ou multicelular, cujas células contêm um núcleo verdadeiro.

Eucromatina: cromatina geneticamente ativa.

Eumicetos: organismos enquadrados, pelo moderno sistema de classificação dos seres, no Reino Fungi, contrastando com os mixomicetos, que pertencem ao Reino Protista.

Euploidia: multiplicação de todo o genoma.


F

Fagocitose: captura de partículas nutritivas ou corpos estranhos, diretamente pelas células.

Fagossomo: bolsa membranosa que contém a partícula capturada pelo processo da fagocitose.

Fator abiótico: fator ou elemento não-vivo.

Fator biótico: fator ou elemento vivo.

Feedback: qualquer mecanismo ou sistema de autocontrole que explica como um órgão passa a funcionar em determinado momento, sob certa circunstância, e pára de funcionar, evitando sua sobrecarga ou excesso de trabalho, em outro momento, numa nova circunstância.

Felogênio: meristema secundário; produz um tecido de proteção externo (súber) e um revestimento mais interno (feloderma) em caules e raízes para crescerem em espessura.

Feófita: alga parda.

Fenótipo: aparência geral do indivíduo em face de sua constituição genética e das influências do meio.

Fermentação: degradação incompleta de moléculas orgânicas com liberação de energia.

Fibras mitóticas: fibras protéicas que aparecem durante a divisão celular e têm papel fundamental na distribuição dos cromossomos.

Fibrina: proteína fibrosa formada a partir do fibrinogênio.

Fibrinogênio: proteína presente no sangue, precursora da fibrina.

Filogênese: história da estirpe de um organismo no processo evolutivo.

Fitoplâncton: seres fotossintetizantes que flutuam na superfície das águas.

Flagelo: organela microtubular longa com função de locomoção.

Fosfocreatina: substância energética cuja função é recarregar o ATP durante a contração muscular.

Fotofosforilação: formação de ATP pela ligação de um grupo fosfato ao ADP, com utilização de energia luminosa.

Fotólise: dissociação da água por meio de energia luminosa na fotossíntese. Esse processo é conhecido como reaçãod e Hill, pesquisador que descobriu a origem do O2, liberado na fotossíntese.

Fotossíntese: síntese de matéria orgânica a partir da luz.

Fototropismo: desenvolvimento orientado das plantas em função da intensidade e da direção da luz que sobre elas incide.

Fruto: órgão vegetal que resulta da hipertrofia (desenvolvimento) do ovário da flor após a fecundação dela.

Fruto carnoso: fruto suculento e, em geral, comestível.

Fruto deiscente: fruto que se abre quando maduro.

Fruto indeiscente: fruto que não se abre quando maduro.

Fruto seco: fruto duro, não comestível, que se abre repentinamente, dispersando as sementes.

FSH: hormônio folículo-estimulante.


G

Gametófito: fase haplóide da planta, que forma os gametas.

Gastroderme: camada de células que reveste a cavidade digestiva dos celenterados.

Gastrópode: classe de moluscos em que o pé está diretamente ligado à massa visceral.

Gene: unidade de transmissibilidade genética que responde pela hereditariedade de um caráter.

Gene-pool: quadro geral de genes comuns aos indivíduos de uma certa população ou de uma raça.

Genoma: lote completo de genes, típico da espécie.

Genótipo: constituição genética de um indivíduo com relação a um ou mais caracteres.

Gestação: tempo de desenvolvimento do concepto dentro do útero materno desde a fecundação até o parto.

Gimnosperma: classe da divisão das traqueófitas, caracterizada por apresentar sementes nuas.

Gineceu: conjunto de elementos femininos (carpelos) das flores das angiospermas.

Ginecóforo: canal onde o esquistossomo macho aloja a fêmea.

Glicocálix: camada mais externa de uma célula animal, continuamente renovada, em contato com a membrana plasmática.

Glicólise: etapa inicial do processo de quebra da glicose, com produção de energia.

Glicoproteínas: associação de proteínas e mucopolissacarídeos.

Glóbulo branco: célula branca do sangue, ou leucócito, com função de defesa do organismo.

Grana: plural de granum.

Granum: tilacóides dispostos em uma pilha.

Grão de pólen: gametófito jovem masculino.


H

Haplóide: célula que apresenta apenas um cromossomo de cada tipo, ou seja, não apresenta cromossomos homólogos.

Haustório: raiz de planta parasita; raiz sugadora.

Hematófago: o que se alimenta de sangue.

Hemocianina: pigmento respiratório incolor, que contém cobre; encontrado na hemolinfa de crustáceos e aracnídeos.

Hemoglobina: pigmento respiratório incolor.

Heterocromatina: cromatina condensada e permanentemente inativa.

Heterolécito: tipo de ovo com razoável quantidade de vitelo no pólo vegetativo.

Heterótrofo: ser vivo que se alimenta de matéria orgânica elaborada.

Heterozigoto: condição de um indivíduo em que os genes do mesmo locus gênica.

Hialosplama: citoplasma fudnamental.

Hidrocoria: disseminação ou dispersão das plantas pela ação das águas. Sementes, esporos e frutos são carregados pelas correntezas dos rios, das chuvas e dos mares a pontos distantes, onde encalham e tornam possível o desenvolvimento de uma nova planta da mesma espécie.

Hidrólise: quebra de moléculas pela adição de água.

Hidrozoários: uma das classes de celenterados.

Hipertricose auricular: presença de muitos pêlos longos na orelha.

Hirudíneos: uma das classes de anelídeos.

Histologia: estudo dos tecidos.

Holândrico: diz-se do gene transmitido pelo cromossomo Y.

Holoblástica: segmentação total do ovo.

Holoturóides: classe de equinodermos à qual pertencem as holotúrias ou pepinos-do-mar.

Homeostase: ajustamente de um sistema ou organismo às condições ambientais.

Homólogos: cromossomos que apresentam os mesmos locus gênicos.

Homozigoto: indivíduo em que os genes do mesmo locus são idênticos.


I

Insulina: hormônio pancreático que faz baixar o nível de glicose no sangue.

Intercinese: curto período entre a primeira e a segunda divisão meiótica.

Intérfase: parte do ciclo vital da célula em que ela não está se dividindo.

Isolamento geográfico: condição em que duas populações se acham separadas fisicamente por alguma modalidade de barreira.

Isolamento reprodutivo: condição em que um grupo de seres vivos não conseguem se cruzar com outro de maneira a produzir descendentes férteis.


J

Jugular: cada uma das quatro veias )veias jugulares) que correm pelos lados do pescoço, paralelas à artéria carótida, e que trazem o sangue venoso da cabeça para o coração.

Jejuno: segmento do intestino delgado situado entre o duodeno e o íleo, sem um limite de transição anatomicamente bem definido com este último.



K

Klinnefelter, Síndrome: trissomia do cromossomo 23, caracterizando um cariótipo 22A+XXY.

Koch, bacilo de: bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Compreende subespécies diversas, que causam a tuberculose humana, a tuberculose bovina e a tuberculose aviária.


L

Lactose: dissacarídeo formado pela união de glicose e galactose.

Leptóteno: subfase inicial da prófase I da meiose.

Leucoplasto: plasto incolor.

LH: hormônio luteinizante.

Ligação peptídica: ligação entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro.

Lignina: substância glicoprotéica que se deposita nas paredes das células do esclerênquima, conferindo a este notável rigidez.

Lipossolúvel: solúvel em gordura.

Lisossomo: pequena vesícula de armazenamento de enzimas formada a partir do complexo de Golgi.

"Locus" gênico: posição relativa ocupada por um gene no cromossomo.


M

Mamífero: classe do subfilo dos vertebrados cujos representantes têm glândulas mamárias e pêlos corporais.

Meiose: processo de divisão celular pelo qual uma célula diplóide origina quatro células haplóides.

Melanina: pigmento escuro existente na pele, nos pêlos, na coróide e na retina.

Melatonina: hormônio segregado pela glândula pineal. Atua no desenvolvimento físico, psíquico e sexual do indivíduo, inclusive estimulando a liberação de hormônios gonadotrópicos da adeno-hipófise.

Meninge: cada uma das 3 membranas protetoras que envolvem todo o SNC (encéfalo e medula raquiana), compreendendo a dura-máter, a aracnóide e a pia-máter.

Meningite: processo inflamatório de uma ou de todas as meninges. Pode ter sua origem em processos traumáticos, tóxicos ou, mais freqüentemente, infecciosos.

Menopausa: época da vida da mulher em que cessam definitivamente os ciclos menstruais, em decorrência da acentuada queda de produção dos hormônios gonadotrópicos hipofisários.

Menstruação: processo de descamação do endométrio, acompanhado de perda de sangue.

Meroblástica: segmentação parcial do ovo.

Mesentoderme: folheto germinativo da gástrula que dá origem à mesoderme e endoderme.

Mesogléia: camada gelatinosa entre a epiderme e a gastroderme dos celenterados.

Mesonefro: rim que se localiza na região mediana do corpo; aparece nos ciclóstomos, peixes e anfíbios adultos.

Metabolismo: conjunto de todos os processos bioquímicos mediante os quais se faz a assimilação e desassimilação das substâncias necessárias à vida, nos animais e nas plantas.

Metagênese: alternância de gerações.

Metameria: divisão do corpo em segmentos semelhantes.

Metanefro: rim mais desenvolvido, localiza-se na região posterior do corpo; aparece nos répteis, aves e mamíferos adultos.

Micoplasma: o mais simples organismo celular conhecido, com um tamanho intermediário entre os maiores vírus e as menores bactérias.

Miofibrila: fibra contrátil presente no interior das células musculares.

Mitocôndria: organela citoplasmática das célula dos eucariontes, responsável pela respiração celular.

Mitose: processo de divisão celular através do qual o material genético é precisamente duplicado e são gerados dois novos conjuntos de cromossomos idênticos ao original.

Molusco: animal triblástico, celomado, não segmentado, aquático ou terrestre, com ou sem concha.

Monera: reino que reúne organismos procariontes.

Monocariótica: célula com um núcleo.

Monotremos: ordem da classe dos mamíferos cujos representantes são ovíparos.

Mórula: fase de segmentação do zigoto na qual os blastômeros se dispõem numerosamente formando um corpo esférico, maciço, pluricelular, mais ou menos do tamanho do zigoto do qual se originou. É a a primeira etapa do desenvolvimento embrionário imediatamente após a clivagem.

Mucilagem: designação comum aos compostos viscosos produzidos por plantas.

Muco: secreção constituída por água e uma proteína, a mucina.

Mutação: alteração física ou química do material genético.


N

NAD: nicotinamida-adenina-dinucleotídeo. Aceptor de hidrogênios, na cadeia respiratória.

NADH: molécula reduzida.

NADP: nicotinamida-adenina-dinucleotídeo-fosfato. Aceptor de elétrons na fotossíntese.

NADPH: molécula reduzida.

Nanismo: anomalia do desenvolvimento com insuficiência do crescimento somático. Pode ter causas diversas. Na espécie humana e nos outros animais superiores, é mais comum que seja provocado por disfunção endócrina, com deficiência funcional da tireóide ou da hipófise. Nas plantas, muitas vezes decorre de uma haploidia.

Necrose: morte de uma célula ou de certa extensão de um tecido, caracterizada por uma degeneração nuclear e desintegração citoplasmática por autólise.

Nécton: seres do bioma aquático que nadam ativamente.

Néfron: unidade morfofuncional do rim desenvolvido dos animais mais evoluídos, coposta de glomérulo de Malpighi, cápsula de Bowman, túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e tubos coletores de urina.

Nefrídeo: estrutura excretora dos anelídeos

Nematocisto: cápsula urticante presente no cnidoblasto, elemento de defesa dos celenterados.

Nematóide: verme de corpo cilíndrico, triblástico, pseudocelomado, aquático ou terrestre, de vida livre ou parasita.

Neurilema: envoltório do axônio, na fibra nervosa, formado pelo citoplasma das células de Schwann, que fica imediatamente por fora da bainha de mielina.

Neurônios: células que constituem o sistema nervoso,

Nível trófico: cada nível alimentar em uma cadeia alimentar.


O

Oligolécito: ovo com pouco vitelo.

Oligoquetas: classe de anelídeos cujos representantes apresentam poucas cerdas em cada segmento.

Ontogênese: desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.

Organelas: estruturas celulares com funções específicas.

Ósculo: abertura ampla, geralmente na parte apical do corpo dos poríferos, por onde tem saída a água que penetra pelos óstios desses animais.

Osmose: tipo de difusão que ocorre através de membranas semipermeáveis.

Osteíctes: peixes ósseos.

Óstio: qualquer cavidade que dá acesso a um órgão ou a uma cavidade natural do corpo.

Ostíolo: abertura dos estômatos.

Ovogônia: célula-mãe dos óvulos.

Ovovíparo: animal cujo desenvolimento embrionário se inicia dentro do corpo materno.


P

Paquíteno: uma das subfases da prófase I.

Paraplasma: parte vegetativa ou menos ativa do citoplasma.

Parapódio: projeção muscular lateral, provida de muitas cerdas, característica dos poliquetas, classe dos anelídeos.

Parasitismo: relação ecológica interespecífica em que uma das partes vive à custa de outra, que sofre prejuízo.

Parenteral: qualificação do medicamento que é dado por via injetável (intramuscular, endovenosa, subcutânea, ou intradérmica).

Partenocárpico: diz-se do fruto que se forma sem prévia fecundação e, por isso, não revela sementes desenvolvidas.

Pecíolo: estrutura que liga a folha ao caule.

Pedicelária: apêndice móvel, provida de pinça, presente na superfície do corpo dos equinoremos.

Pedipalpos: peças bucais articuladas presentes nos aracnídeos.

Pele: revestimento cutâneo do corpo, formado por tecido epitelial (epiderme) e tecido conjuntivo (derme).

Peninérvea: diz-se da folha que tem a distribuição das nervuras lembrando a organização das barbas de uma pena.

Pepsina: enzima proteolítica presente no suco gástrico.

Pepsinogênio: precursor da pepsina. Lançado na luz do estômago, em presença de pH baixo, perde um peptídeo e se converte em pepsina.

Periblema: tecido de natureza embrionária, nas plantas superiores, do qual derivam os tecidos permanentes da casca ou córtex.

Pericarpo: porção dos frutos que resulta do desenvolvimento das paredes do ovário.

Peritríquias: diz-se das bactérias que possuem numerosos cílios ou flagelos na sua periferia.

Pia-máter: a mais interna das 3 meninges que resguardam todo o encéfalo e a medula raquiana. É recoberta pela aracnóide e pela dura-máter.

Pinocitose: ingestão de proteínas e outras substâncias solúveis pela célula.

Pirrófitas: protistas aquáticos, a maioria de habitat marinho e alguns com capacidade de bioluminescência. Fazem parte do plâncton.

Plâncton: conjunto de seres do bioma aquático que flutua na superfície ao sabor das correntezas.

Plasmodesmos: ponte citoplasmática entre células vegetais adjacentes.

Plasmólise: saída de água do citoplasma, com retração da membrana plasmática.

Platelmintos: vermes achatados, triblásticos, acelomados, aquáticos ou terrestres, de vida livre ou parasitas.

Pleiotropia: mais de uma características

Polialelia: condição em que um caráter é condicionado por três ou mais genes alelos contrastantes, como ocorre com o sistema sangüíneo ABO.

Polimerase: enzima que coordena a formação de um polímero, ou seja, uma molécula formada por unidades semelhantes, que se repetem.

Polimerização: processo em que duas ou mais moléculas semelhantes se repetem para formar uma estrutura molecular complexa.

Poliploidia: número haplóide de cromossomos três ou mais vezes superior ao normal.

Polissomo: "rosário" de ribossomos ao longo de um filamento de RNA mensageiro.

Poríferos: filo que reúne animais muito simples, sésseis e aquáticos.

Procariontes: seres unicelulares, sem um sistema de endomembrana, nem organelas; não existe carioteca envolvendo o material genético.

Predatismo: relação ecológica em que animais comem outros animais.

Pronefro: rim primitivo; localiza-se na região anterior do corpo, aparece em todos os embriões dos vertebrados.

Protoplasma: conteúdo gelatinoso da célula. Sinônimo de matéria viva da célula.

Pseudoceloma: cavidade do corpo incompletamente revestida por mesoderme.

Pseudópodo: projeção citoplasmática com função de locomoção e captura de partículas.

Pteridófita: criptógama vascular.


Q

Queratina: proteína fibrosa presente nos animais vertebrados; material que forma as unhas, garras e pêlos e impregna a superfície da epiderme.

Quimiossíntese: síntese de matéria orgânica realizada por bactérias sem aproveitamento da luz solar, mas utiliando a energia de alguma reação exotérmica.

Quimiotactismo: movimento de locomoção envolvendo seres vivos, unicelulares ou partes da célula, causado por estímulo químico.

Quitina: substância que confere rigidez e resistência ao exoesqueleto dos artrópodes; é também encontrada em fungos. Do potno de vista químico, é um polissacarídeos nitrogenado.


R

Répteis: classe do subfilo dos vertebrados, cujos representantes apresentam pele coberta de escamas ou placas ósseas.

Resistência: capacidade adquirida por mutação, que alguns seres passam a revelar, e que os torna indenes às substâncias que, antes, lhes eram letais.

Retículo endoplasmático: sistema de endomembranas no citoplasma de células dos eucariontes.

Retina: região do olho sensível à luz.

Retrocruzamento: técnica que consiste em se cruzar um indivíduo portador de caráter dominante, cujo genótipo se deseja determinar, com outro portador de caráter recessivo.

Rodófita: alga vermelha.

Rotífero: asquelminto microscópico de habitat aquático. Apresenta, na extremidade anterior do corpo, uma ou mais coroas de cílios em constante movimento vibrátil, dando a impressão de um roda girando.

Rumen: o maior dos quatro comparimentos do estômago dos ruminantes.


S

Sacarase: enzima que desdobra a sacarose em glicose e frutose.

Sacarose: açúcar predominante na cana-de-açúcar.

Saco embrionário: estrutura presente no óvulo das plantas fanerógamas; origina-se a partir do desenvolvimento do megásporo funcional.

Seleção natural: conjunto de fatores ambientais capazes de interferir na capacidade de sobrevivência e de reprodução de seres vivos.

Semipermeável: diz-se da membrana ou parede através da qual pode ocorrer osmose, mas que impede a mistura livre dos fluidos entre os quais se acha interposta.

Séssil: diz-se do ser vivo fixo a um substrato (local).

Simbiose: segundo alguns autores, designa os casos de relações interespecíficas harmônicas, com benefícios mútuos entre os seres vivos. Para outros, é uma associação estreita e permanente entre organismos de espécies diferentes.

Simetria bilateral: as metades direita e esquerda do corpo são imagens especulares uma da outra.

Simetria radial: qualquer corte passando pelo eixo do corpo, divide-o em metades que são imagens especulares uma da outra.

Sinapse nervosa: região de contato entre neurônios.

Somático: relativo ao corpo.

Soros: estruturas presentes nas folhas férteis de pteridófitas; contêm os esporângios onde se formam os esporos.

Suberina: substância impermeável presente nas paredes das células do súber.

Substrato: substância sobre a qual a enzima tua, convertendo-a em um ou mais produtos.


T

Tactismo: movimento de pequenos organismo que, livres em um dado meio, se orientam de acordo com a direção de um estímulo externo.

Talassemia: tipo de anemia característico das populações mediterrâneas.

Taquicardia: batimento mais rápido do coração, acima do ritmo normal.

Taxonomia: ramo da ciência biológica que estuda a classificação e denominação dos seres vivos.

Tecido: um conjunto de células semelhantes, que executam uma mesma função.

Telolécito: ovo com grande quantidade de vitelo.

Tendões: estruturas que prendem os músculos aos ossos.

Tétrade: cromossomos homólogos duplicados em cromátides-irmãs e pareados.

Tiflosole: dobra dorsal no intestino de alguns anelídeos.

Tilacóide: elemento unitário que forma o granum.

Tonoplasto: membrana que limita o vacúolo.

Tradução: mecanismo de produção de proteínas a partir do RNAm.

Transcrição: síntese de RNA ao longo da cadeia de DNA; ocorre no núcleo.

Traquéias: tubos revestidos de quitina, que conduzem o ar diretamente para as diferentes partes do corpo dos insetos.

Traqueófita: planta vascular.

Trematóides: uma das classes de platelmintos que reúne vermes parasitas, como o esquistossomo.

Trombo: coágulo sanguíneo que se forma dentro dos vasos do sistema circulatório.

Tropismo: movimento orientado das plantas em resposta a certos estímulos ambientais, como a luz e a força gravitacional.

Turbelários: classe de platelmintos que reúne as planárias e as geoplanas.


U

Umbrófita: diz-se da planta adaptada em locais sombreados.

Uréia: excreta nitrogenado produzido no fígado dos vertebrados, a partir de amônia e gás carbônico.


V

Vagem: tipo de fruto seco, indeiscente, também chamado legume, que se abre para libertar as sementes através de duas fendas longitudinais.

Vacúolo autofágico: vacúolo especializado na digestão de partes da célula que o contém.

Vacúolo digestivo: bolsa membranosa formada pela união de lisossomos com fagossomos ou pinossomos, onde ocorre a digestão intracelular.

Vegetais inferiores: talófitos.

Vegetais intermediários: cormófitos, não desenvolvem sementes nem apresentam flores.

Vegetais superiores: vegetais que formam sementes e apresentam flores, que são órgãos de reprodução.

Vírus: organismo acelulares de organização muito simples e todos parasitas intracelulares.

Vitelo: material nutritivo de reserva, constituído de proteínas e, principalmente, fosfolipídios, que se acumula no citoplasma da maioria dos óvulos (nos animais) e que se destina à nutrição do embrião durante o seu desenvolvimento.


X

Xerófita: planta adaptada a ambientes secos.

Xeromorfa: planta semelhante às xerófitas.


Z

Zigóteno: subfase da prófase I da meiose, caracteriza-se pelo progressivo emparelhamento dos cromossomos homólogos.

Zooplâncton: conjunto de animais do plâncton.

Zoósporos: esporos móveis, providos de flagelos, produzidos por algas e fungos.

MIRMECOLOGISTA


Mirmecologista é o nome dado ao especialista em formigas, ha quem pense que as formigas só atrapalham, mas isso não é justo, a maior parte delas tem importância fundamental para o meio ambiente.
Os mirmecologistas dizem que para seguir a profissão é preciso ser muito paciente, ter boa capacidade de observação e gostar muito de ler, e aí? é pra você?






MICOLOGIA


O micologista passa boa parte do tempo em um laboratório e tem como instrumento de trabalho inseparável o mocroscópio. É possivel trabalhar com a micologia - a ciência que estuda os fungos - de diversas maneiras .
  • A micologia médica estuda os fungos que causam doenças em pessoas.
  • Existem os micologistas fitopatologistas, profissionais dedicados aos fungos que causam doenças em plantas.
Se você gosta de observar a natureza e tem interesse por pesquisas, micologia é uma profissão a considerar. Afinal, no reino dos fungos há muito o que explorar.






EXERCICIOS COMPLEMENTARES DE ECOLOGIA I

Parte I: Introdução à Ecologia

1) (PUC-SP) O conjunto do ambiente físico e dos organismos que nele vivem é conhecido como:

a) biótopo
b) ecossistema
c) biomassa
d) bioma
e) comunidade

2) (MOGI) Ao conjunto de indivíduos de diferentes espécies habitando determinada área dá-se o nome de:

a) ecossistema
b) comunidade
c) população
d) bioma
e) biosfera

3) Com relação aos conceitos de HABITAT e NICHO ECOLÓGICO, marque a opção correta relacionada abaixo:

a) cobra e gavião ocupam o mesmo habitat.
b) preá e cobra estão no mesmo nicho ecológico.
c) gavião, cobra e preá estão no mesmo nicho ecológico.
d) cobras neste mesmo local ocupam o mesmo nicho ecológico.
e) preás podem ocupar o mesmo habitat, mas têm nichos ecológicos diferentes.

4) O ambiente descrito, com inúmeros animais e vegetais, à beira de um charco de água doce que, durante o dia, sofre flutuações de temperatura, luminosidade, maior ou menor pH e até alterações de salinidade, poderá ser classificado como um exemplo de:

a) biosfera
b) biótipo
c) biomassa
d) ecótone
e) ecossistema

5) Suponha que em um terreno coberto de capim gordura vivem saúvas, gafanhotos, pardais, preás e ratos-do-campo. Nesta região estão presentes:

a) cinco populações.
b) seis populações.
c) duas comunidades.
d) seis comunidades.
e) dois ecossistemas.

6) Indivíduos de diversas espécies, que habitam determinada região, constituem:

a) um bioma.
b) uma sociedade.
c) uma população.
d) uma comunidade.
e) um ecossistema.

7) (UA-AM) A posição de uma espécie num ecossistema ao nível de desempenho funcional chama-se:

a) nicho ecológico d) produtividade primária
b) habitat preferencial e) territorialidade social
c) plasticidade ecológica

8) ( MED. SANTOS) Assinale a alternativa CORRETA:

a) Em Ecologia, a COMUNIDADE inclui grupos de indivíduos de uma mesma espécie de organismos.
b) Em Ecologia, a POPULAÇÃO inclui todos os indivíduos de uma mesma área, pertencentes ou não a várias espécies.
c) Em Ecologia, o ECOSSISTEMA é a porção da terra biologicamente habitada.
d) Em Ecologia, a BIOSFERA é o conjunto formado pela comunidade de indivíduos vivos e o meio ambiente inerente.
e) Nenhuma das anteriores.

9) (CESCEM) São ecossistemas todos os exemplos abaixo, EXCETO:

a) uma astronave.
b) uma lagoa.
c) um pasto.
d) uma colônia de corais.
e) o solo.

10) (MED. ABC) Suponha duas plantas pertencentes ao mesmo gênero e vivendo juntas na mesma área. A espécie A tem raízes que se desenvolvem logo abaixo da superfície e a espécie B tem raízes profundas. Sobre as duas plantas fazemos as seguintes afirmações:

I - A e B vivem no mesmo nicho ecológico.
II - A e B competem pela água.
III - A e B formam uma população.

Assinale:

a) Apenas I é correta.
b) Apenas II é correta.
c) Apenas III é correta.
d) I, II e III são corretas.
e) Nenhuma é correta.

11) (UERJ) Mergulhando em águas costeiras, encontramos em uma rocha algas, cracas, anêmonas, estrelas-do-mar e ouriços-do-mar. As algas produzem seu próprio alimento. As cracas ingerem, com água, seres microscópios que nela vivem. As anêmonas comem pequenos peixes que ficam presos entre seus tentáculos. As estrelas-do-mar prendem seus “braços” os moluscos contra a rocha e sugam o animal de dentro da rocha. Os ouriços do mar raspam a rocha com seus “dentes”, alimentando-se de detritos. Em função do que foi descrito, pode-se afirmar que as algas e os animais citados apresentam diferentes

a) nichos.
b) habitats.
c) mimetismos.
d) competições.
e) biomas.

12) (SANTA CASA) Os animais marinhos:
-que flutuam e são movidos passivamente pelos ventos, ondas e correntes;
-que nadam livremente por atividade própria;
-que são restritos ao fundo.

a) planctônicos, nectônicos e bentônicos.
b) planctônicos, bentônicos e nectônicos.
c) nectônicos, bentônicos e planctônicos.
d) nectônicos, planctônicos e bentônicos.
e) bentônicos, planctônicos e nectônicos.



Parte II: Cadeias alimentares

1) (UFF) Os principais produtores da cadeia biológica marinha são:

a) protozoários e copépodes;
b) medusas e corais;
c) diatomáceas e dinoflagelados;
d) organismos da fauna planctônica;
e) organismos da fauna bentônica.

2) (UFRJ) As espécies de capim que crescem nos campos da Austrália podem ser diferentes das que existem na América ou na África, mas todas têm a mesma função: são produtores dos ecossistemas de campo. Nos campos da Austrália vivem cangurus, nos da África há zebras e na América do Norte há bisões. Todos esses animais exercem em seus ecossistemas a função de:

a) consumidores primários
b) consumidores secundários
c) consumidores terciários
d) decompositores
e) parasitas

3) Em seu livro pesquise figuras de teias alimentares definindo quem são os produtores, consumidores primários, secundários e terciários. (lembre-se: um consumidor pode ocupar níveis tróficos distintos em uma mesma teia).


4) Tendo em vista os conceitos de CADEIA e TEIA alimentar, bem como de POPULAÇÃO e COMUNIDADE, podemos afirmar que:

a) A preá, a cobra e o gavião representam uma população e um exemplo de uma cadeia alimentar.
b) O conjunto de preás da região formam uma população e os consumidores, entredevorando-se, formam uma teia alimentar.
c) Preás e cobras do charco formam uma população e, para as cobras, as preás são produtoras de alimento.
d) Preás, cobras e gaviões formam uma comunidade; as cobras são consumidores primários e os gaviões consumidores secundários.
e) O conceito de produtor está associado ao fornecimento de alimento e, de consumidor, àqueles que o utilizam.


5) Com referência à cadeia alimentar, marque a alternativa correta:

a) a energia contida no produtor diminui gradualmente, ao passar de consumidor a consumidor.
b) a energia do produtor aumenta gradualmente nos diferentes elementos da cadeia alimentar.
c) o potencial energético do produtor não sofre nenhuma alteração nos diferentes segmentos da cadeia alimentar.
d) na cadeia alimentar, como os animais são de tamanho diferentes , a quantidade energética do produtor sofre oscilações.
e) a complexidade da teia alimentar não interfere com a quantidade de energia transferida, que permanece inalterada.

6) (CESGRANRIO) Qual das alternativas a seguir responde corretamente a seguinte questão: “Que resultaria se desaparecesse do mar o fitoplâncton ?”

a) o equilíbrio ecológico desse ecossistema não sofreria alteração, visto que o fitoplâncton é constituído por seres apenas microscópios.
b) o zooplâncton ocuparia o seu lugar na cadeia alimentar, mantendo assim o equilíbrio ecológico do ecossistema.
c) a cadeia alimentar do ecossistema perderia o elo principal, pois do fitoplâncton depende praticamente toda a matéria orgânica necessária aos demais componentes bióticos.
d) o ecossistema não seria afetado visto que o plâncton é apenas um consumidor na cadeia alimentar.
e) o equilíbrio ecológico não seria alterado visto que nem todos os organismos marinhos se alimentam do fitoplâncton.


8) (UBERLÂNDIA) O aproveitamento das algas pelo homem torna-se cada vez mais acentuado. Em certos países asiáticos, as algas já fazem parte da dieta humana. Neste caso o homem comporta-se como:

a) consumidor primário.
b) consumidor secundário.
c) consumidor terciário.
d) produtor.
e) decompositor.





GABARITO:

Parte I: 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-B / 6-D / 7-A / 8-E / 9-D / 10-B / 11-A / 12-A

Parte II: 1-C / 2-A / 3-E / 4-E / 5-A / 6-C / 7-E / 8-A

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parte III: SIMBIOSES

1) (PUC-SP) O tucunaré, peixe trazido da Amazônia para as lagoas de captação das usinas estabelecidas ou em
construção nos rios Paraná, Tietê e Grande, adaptou-se às condições locais e serviu como elemento de controle
das populações de piranhas que ameaçavam proliferar nos reservatórios das usinas hidrelétricas de Minas Gerais e
São Paulo. O mesmo tucunaré terá sua criação incrementada na barragem de Itaipu, afastando o perigo do domínio das águas do Rio Paraná por cardumes de piranhas. A relação tucunaré-piranha pode ser considerada como um
método de controle utilizado pelo homem para:

a) aumento de taxa de mortalidade
b) competição intra-específica.
c) variação de nicho ecológico.
d) alteração cíclica da população.
e) controle biológico por predatismo.

2) (UFSCAR-SP) A seguir estão descritas algumas relações entre seres vivos:

I- a rêmora acompanha o tubarão de perto e fica presa a ele por uma ventosa. Ela aproveita os alimentos do
tubarão e também a sua locomoção, mas não prejudica e nem beneficia o seu hospedeiro.

II- a alimentação predominante do cupim é a madeira, que lhe fornece grande quantidade de celulose. Entretanto,
ele não possui capacidade digeri-la. Quem se responsabiliza pela degradação da celulose é um protozoário que
vive em seu intestino, de onde não precisa sair para procurar alimento.

III- as ervas-de-passarinho instalam-se sobre outras plantas, retirando delas a seiva, que será utilizada para a
fotossíntese.

IV- nas caravelas existe uma união estreitas de indivíduo, cada um deles especializados em determinadas funções
como digestão, reprodução e defesa.

V- as orquídeas, vivendo sobre outras plantas, conseguem melhores condições luminosas, mas nada retiram dos tecidos internos destas plantas.

Essas relações referem-se, respectivamente, a:

a) mutualismo, comensalismo, hemiparasitismo, colônia, parasitismo.
b) comensalismo, mutualismo, hemiparasitismo, colônia, epifitismo.
c) comensalismo, mutualismo, epifitismo, colônia, hemiparasitismo.
d) mutualismo, comensalismo, parasitismo, sociedade, epifitismo.
e) hemiparasitismo, mutualismo, parasitismo, colônia, epifitismo.

4) (CESGRANRIO) Se duas espécies diferentes ocuparem num mesmo ecossistema o mesmo nicho ecológico, é
provável que:

a) se estabeleça entre elas uma relação harmônica.
b) se estabeleça uma competição interespecífica.
c) se estabeleça uma competição intra-específica.
d) uma das espécies seja produtora e a outra, consumidora.
e) uma das espécies ocupe um nível trófico elevado.

5) A associação existente entre os ruminantes e as bactérias que vivem em seu estômago é um caso de :
a) mutualismo.
b) parasitismo.
c) comensalismo.
d) competição interespecífica.
e) competição intraespecífica.

6) Podem organizar-se em sociedades:
a) aranhas.
b) besouros.
c) gafanhotos.
d) traças.
e) vespas.

7) (UFRGS-RS) Enquanto as onças devoram a sua presa, os urubus esperam. Quais as relações ecológicas envolvidas
nesta situação?
a) predador e parasita. d) predador e decompositor
b) comensal e parasita. e) predador e sapróvoro
c) parasita e sapróvoro.

8) (PUC) Quando o relacionamento entre dois seres vivos resulta em benefício para ambos os associados, dizemos
que ocorre:
a) mutualismo.
b) comensalismo.
c) hiperparasitismo.
d) parasitismo.
e) inquilinismo.

9) (CESGRANRIO) No combate às larvas dos anofelinos ( mosquitos transmissores da malária), foi utilizado, com
eficiência, um pequeno peixe larvófago (Gambusia affinis). A utilização deste animal, na área de saneamento para o controle dessa parasitose, foi bem sucedida em regiões infestadas pelo Anopheles, e onde era grande a incidência da malária. O método citado, não poluente, substitui o clássico processo de deposição de óleo em superfície da água, que mata as larvas por asfixia. A ação do peixe Gambusia affinis em relação aos anofelinos é um exemplo de:

a) predatismo. d) simbiose.
b) parasitismo. e) amensalismo.
c) comensalismo.

10) (SANTA CASA) Observando-se cuidadosamente o trecho abaixo:
"I é um celenterado (hidra) que vive sobre a concha vazia do molusco II, agora ocupada por um crustáceo III (sem carapaça) e IV é um peixe carnívoro. I consegue alimento mais facilmente que quando fixado sobre uma rocha; por sua vez, III lucra, podendo alimentar-se dos restos de I além de defender-se de IV que se alimenta de III mas evita aproximar-se devido à presença de I, que ele teme". Está certo dizer que há uma relação ecológica de :

a) Comensalismo entre I e III.
b) Protocooperação entre I e III.
c) Predação entre I e IV.
d) Mutualismo entre II e III.
e) Há duas respostas corretas.







GABARITO:

Parte III – Simbioses
1-E / 2-B / 3-B / 4-B / 5-A / 6-E / 7-E /8-A /9-A /10-B





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PARTE IV: